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Shih Tzu SUPER PELUDO
Vale tudo para manter impecável um Shih Tzu com a pelagem em seu tamanho máximo. Dentro de casa, é impossível viver com o cão no colo, mas azulejar o quintal ou colocar cimento liso, para que os pêlos não quebrem pelo atrito com o piso áspero, é um recurso que alguns utilizam. Eleni é uma que abriu mão do jardim, cimentando-o. "Preferi acabar com o meu gramado a causar um desastre na pelagem dos meus cães." Em prol dos pêlos compridos, há até quem evite o contato do Shih Tzu com outros companheiros caninos. "Eles brincam entre si e estragam os pêlos uns dos outros", fala Luiz. "Por isso, mantenho-os separados."
CABELO CORTADO
RITUAL De pêlos longos ou curtos, o Shih Tzu adora ser escovado. "Depois de pronto parece que faz pose e desfila para as pessoas", diz Andy Warner. Eleni complementa: "Gostam tanto que quando chega a hora da escovação, meus cães começam a me rodear como se esperassem na fila para dar um trato no visual". "O mais divertido é que alguns dos exemplares da criadora às vezes tentam enganá-la. Acabam de serem escovados e entram no meio dos que ainda não foram". "Eles recebem mais algumas escovações e saem felizes da vida".Vânia Brein, com sua experiência de sete anos tratando da pelagem de diversas raças, aconselha a escovar com delicadeza para não quebrar os pêlos: "Utilize uma escova de hastes longas para desembaraçar os fios até a raiz, mas evite aquelas que têm bolinhas, pois danificam a pelagem." Use xampu e condicionador de PH neutro. Podem ser nacionais ou importados, feitos para uso humano ou animal, desde que de boa qualidade. As orelhas devem ser protegidas da água e limpas semanalmente. Depois do banho, seque bem o cão. Abra a pelagem para que o ar do secador chegue até a raiz dos pêlos, evitando umidade e conseqüentes dermatites. Como os olhos do Shih Tzu são salientes, é importante que os pêlos da cabeça não entrem em contato direto com eles para não machucá-los, causando lacrimejação intensa, infecções a amarelamento dos pêlos da região. Tanto que é a única raça cujo padrão oficial recomenda atar os pêlos da cabeça. Além disso, limpe os olhos uma vez por semana, com água boricada. Apare os pêlos ao redor do ânus e entre os dedos, para evitar escorregões. Quanto à alimentação, Eleni indica utilizar ração seca, uma vez que a comida úmida gruda na pelagem ao redor da boca e é mais difícil der ser retirada. Alguns proprietários dão complexos vitamínicos para melhorar a pelagem. Neste caso, recomenda-se a visita a um veterinário, que orientará sobre o produto adequado. O Shih Tzu tem, como outros cães de pequeno porte, uma longa expectativa de vida. Muitos exemplares podem ultrapassar os quinze anos. Como acontece na maioria das raças, também está sujeito a algumas doenças genéticas. Segundo o veterinário americano, Douglas Pearson, com mais de vinte anos de experiência na raça, a mais inusitada delas é a displasia coxofemural (má formação entre a cabeça do fêmur e a bacia que pode comprometer a movimentação). A doença, na verdade, costuma ser típica em cães de grande porte. Os entrevistados brasileiros desconhecem a existência do mal na raça, em nosso país. Mas a Orthopedic Foundation for Animals, uma importante entidade veterinária norte-americana coloca o Shih Tzu em 32º lugar entre as 89 raças mais acometidas pela doença. Outro problema genético é a atrofia progressiva da retina, uma perda gradual da visão, que causa cegueira. A raça também pode apresentar insuficiência renal. Não se sabe se a causa é genética. O cão afetado praticamente não bebe água, demonstra apatia e dificilmente urina. Em casos graves, pode morrer em menos de três semanas. Pearson observa ainda uma grande sensibilidade do Shih Tzu às pulgas, que provoca vermelhidão na pele e perda de pêlo. ERA UMA VEZ Originário do Tibet, o Shih Tzu era utilizado como cão de companhia durante as longas viagens até a China. Os cachorros andavam ao lado das caravanas ou em cestas carregadas por mulas. Também eram encontrados nos monastérios, onde ganharam a fama de amuletos. Até então, eram mais parecidos com o Lhasa Apso, um dos cães que participaram da sua formação. Na China, segundo a cinóloga Hilda Drumond, alguns exemplares foram doados ao imperador e passaram a ser uma das poucas raças que habitavam a 'Cidade Sagrada', residência oficial da família do imperador. Em sua nova casa, os antigos Shih Tzu cruzaram livremente com os Pequineses. Isso explica a origem de muitas das características da raça, hoje. Herdou do Lhasa a pelagem longa e do Pequinês a cara achatada. Hilda acrescenta: "Muitos traços físicos do Shih Tzu são o meio termo entre o Lhasa Apso e o Pequinês." A mordedura do Lhasa, por exemplo, é em tesoura invertida (os dentes de baixo se fecham ligeiramente à frente dos de cima e encostam neles) e a do Pequinês é prognata (dentes de baixo à frente dos de cima, sem que se encostem). O resultado é que o Shih Tzu é um pouco prognata. O focinho do Pequinês é muito curto e o do Lhasa tem por volta de quatro centímetros. O Shih Tzu, ficou com uma medida entre as duas raças: aproximadamente uma polegada (2,54cm) de comprimento. O Pequinês possui subpêlo denso; o Lhasa, moderado. Já o Shih Tzu, uma densidade intermediária à dos dois. Uma lenda conta que o Shih Tzu é o símbolo do amor impossível entre uma princesa chinesa e um mongol (povo predominante no Tibet). Como o casamento lhes foi negado, eles teriam resolvido cruzar um legítimo representante da China (o Pequinês) com um de Lhasa (capital do Tibet), este seria o Lhasa Apso. Da união das raças surgiu o Shih Tzu, simbolizando tudo o que há de melhor nas duas culturas e o amor entre os dois povos. ADMIRADO MUNDO AFORA Há muitos admiradores do Shih Tzu pelo mundo. No Japão, há vários anos, oscila entre o primeiro e o segundo lugar em número de nascimentos registrados. Em 1994, ficou em primeiro, com 53.439 exemplares entre um total de 349.825 de todas as raças juntas. Na Inglaterra, foi o 11º mais registrado, em 1995. Na Itália, foi o 13º. O American Kennel Club (AKC), entidade dos EUA que mais registra cães no mundo, o coloca em 12º posição. Aqui, sua situação é mais modesta. Ocupa o 31º lugar. Mas mostra uma tendência evolutiva, já que há cinco anos, estava em 57º. PADRÃO OFICIALCBKC nº 208 de 3/5/94. FCI nº 208c de 24/6/87. País de origem: Tibet. Nome no país de origem: Shih Tzu. APARÊNCIA GERAL: robusto, pelagem abundante, porte distintamente arrogante, com cabeça lembrando o crisântemo. CARACTERÍSTICAS: de temperamento amistoso e independente, inteligente, ativo e alerta. CABEÇA E CRÂNIO: cabeça larga, redonda, profusamente peluda, com pêlos caindo sobre os olhos, estes bem separados, boa barba e bigodes. Os pêlos crescendo para cima, no focinho, conferem-lhe uma clara semelhança com o crisântemo. Focinho bem largo, curto, com cerca de 2,5 cm da ponta ao stop, reto, de nível ou levemente arrebitado, quadrado e peludo, sem rugas. Cana nasal em linha com a pálpebra inferior ou levemente abaixo. Trufa preta, podendo ser cor de fígado, em cães dessa cor, ou com marcações fígado, com pigmentação a mais homogênea possível. Narinas bem abertas, stop bem definido. Trufa inclinada para baixo ou pontuda são características altamente indesejáveis. Olhos: grandes, redondos, escuros, inseridos bem separados, sem ser proeminentes. Expressão calorosa. Nos cães de cor fígado, ou com marcações dessa cor, olhos mais claros são permitidos, desde que a íris cubra o branco dos olhos. Orelhas: grandes, com lóbulos longos, portadas caídas, inseridas ligeiramente abaixo da abóbada craniana. Devem ser tão profusamente cobertas de pêlos que se confundem com a pelagem do pescoço. Boca: larga, ligeiramente prognata ou em torquês. Lábios retos. PESCOÇO: bem proporcionado, graciosamente arqueado, suficientemente longo, para portar a cabeça alta. ANTERIORES: ombros bem oblíquos, membros anteriores curtos, com boa musculatura e ossatura, tão retos quanto possível, compatíveis com o peito largo e profundo. TRONCO: a distância entre a cernelha e a raiz da cauda é maior que a altura, na cernelha. Bem compacto e forte. Peito largo e profundo. Ombros firmes. Dorso reto. POSTERIORES: membros curtos e musculosos, com boa ossatura. Vistos, por trás, retos. Coxas bem arredondadas e musculosas. Devem parecer volumosas, em virtude da pelagem abundante. PATAS: arredondadas, firmes, com boas almofadas plantares, parecendo grandes pela pelagem abundante. CAUDA: de plumagem abundante, inserção e porte altos, alcançando, aproximadamente, o nível do alto do crânio, o que lhe confere uma aparência equilibrada. MOVIMENTAÇÃO: altiva, fluente, com longo alcance à frente e forte propulsão dos posteriores, exibindo as almofadas plantares. PELAGEM: longa, densa não cacheada, com bom sub pêlo. Uma leve ondulação é permitida. Recomenda-se que os pêlos da cabeça sejam atados. COR: todas as cores são permitidas; uma faixa branca na fronte e na ponta da cauda é altamente desejada nos particulares. PESO E ALTURA: de 4,500 a 8,100 quilos. O peso ideal de 4,500 a 7,300 quilos. Altura máxima na cernelha, 26,7 cm. Tipo e características da raça são da maior importância e não devem ser preteridas pelo tamanho. FALTAS: qualquer desvio, dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade. NOTA: os machos devem apresentar os dois testículos, bem visíveis e normais, totalmente descidos na bolsa escrotal. |