RAÇAS

Golden Retriever

SUCESSO MUNDIAL

Com múltiplas aptidões, o Golden apesar de raro no Brasil é um dos cães mais criados no mundo.

Robusto, de pelagem dourada e expressão meiga, o Golden Retriever conquistou multidões com suas qualidades. Tornou-se um dos mais criados cães de família nos países avançados, onde o porte grande é apreciado para fazer companhia não só dentro de casa, mas também em passeios, e por proporcionar melhor resistência às brincadeiras nem sempre delicadas das crianças exigindo, em contrapartida, uma docilidade excepcional.

A sua popularidade lhe dá nada menos do que o segundo lugar em filhotes registrados no Japão e terceiro na Inglaterra. Nos EUA, país com o maior número de cães de raça, fica na quarta posição, com mais de 64 mil exemplares nascidos só no ano passado.

SERVIR O HOMEM

Sem dúvida, a maneira de ser do Golden influi muito na sua boa reputação.

Destaca-se como uma das raças mais obedientes e dispostas a servir o homem. Não é à toa que o livro The Intelligence of Dogs, de Stanley Coren, o cita como a quarta raça mais treinável para obediência, entre 133 analisadas.

Muito observador, associa causa e conseqüência e tem facilidade de entender o que queremos dele. É daqueles que trazem a coleira na boca quando querem passear e esperam no portão as crianças na hora que costumam chegar da escola. Sempre pronto a nos satisfazer, aprende rapidamente tarefas triviais. "Quando o carteiro chega e minha Golden está solta, é ela que o recebe e imediatamente traz as cartas para mim", conta Alcino Câmara, do Canil Wolfe's Land, Petrópolis - RJ.

Manso e boa índole, pode até assustar pelo tamanho, mas faz amizade com todos, sendo afetuoso com estranhos, outros cães e, quem diria, até com gatos. "Minha Golden amamentou minha ninhada da gata de casa.

Hoje dormem e brincam juntas", diz Anita Schmidek do Canil Mirabilis, Ribeirão Preto - SP. Silencioso, só late eventualmente para dar o alarme caso escute algum ruído estranho.

NOSSO ESTILO

O Golden se adapta ao nosso estilo de vida com facilidade, inclusive a locais pequenos. Em casa procura a proximidade dos familiares, porém sem ficar solicitando atenção o tempo todo. Deita-se num canto e intercala a observação atenta do movimento ao seu redor com breves cochilos.

Mescla a esse lado tranqüilo um outro, cheia de vida, e assim acompanha o ritmo do momento. Disposto à atividade e com uma resistência física de dar inveja aos atletas, adora nos acompanhar em longos passeios, seja a pé, de bicicleta ou até a cavalo. Nadar, então, é com ele mesmo. Não pode ver um lago, mar ou piscina sem aventurar-se para dentro da água, comprovando ser um exímio nadador. Alexandre Milanez que tem um
Golden em Arraial da Ajuda, na Bahia, participa bem desse lado esportivo da raça. "Ando a cavalo na praia em companhia dele, entramos no mar, fazemos até windsurf e ele se mantém na prancha melhor do que eu", relata.

Extremamente paciente, com as crianças é um perfeito "tio". Agüenta as brincadeiras mais estabanadas sem perder o bom humor. "Os meus filhos montam em cima do Trip e rolam no chão. Em nenhum momento reage de forma agressiva para afastá-las, pelo contrário, ele quer é mais", conta Fabíola Gatti Baani, proprietária de um exemplar.

Outra prova das excepcionais qualidades do Golden é fazer parte do seleto grupo de raças caninas indicadas para as complexas tarefas de guia de cegos e auxiliar na terapia de doentes físicos e mentais, o que exige alta capacidade de aprendizado, versatilidade e sobretudo docilidade. Com tantas aptidões é fácil dizer que ele tem tudo para deslanchar no Brasil.

PADRÃO OFICIAL

CBKC n° 111, de 30/4/94.

FCI n° 111 e, de 24/6/87.

País de origem: Grã-Bretanha.

Nome no país de origem: Retriever (Golden).

Utilização: buscar a caça.

Prova de trabalho: para o campeonato, independe.

APARÊNCIA GERAL: simétrico, balanceado, ativo, poderoso, de movimentação fluente, com a linha superior de nível; íntegro com expressão afável.

CARACTERÍSTICAS: obediente, inteligente e uma vocação natural para o trabalho.

TEMPERAMENTO: afável, amigo e autoconfiante.

CABEÇA E CRÂNIO: balanceada e bem cinzelada, crânio largo, sem ser grosseiro; bem articulado com o pescoço, focinho poderoso, largo e profundo. O comprimento do focinho é igual ao do crânio (distância do stop ao occipital). Stop bem definido e trufa preta.

Olhos - inseridos bem separados, marrom-escuro, rima das pálpebras, escura.

Orelhas - Tamanho moderado, inseridas quase no nível dos olhos.

Boca -
Maxilares fortes, com mordedura em tesoura, perfeita, regular e completa, isto é, os dentes superiores sobrepõem-se aos inferiores, encaixando-se com os da mandíbula.

PESCOÇO:
de bom comprimento, musculoso e sem barbelas.

ANTERIORES:
membros retos, com boa ossatura, ombros bem articulados, escápulas longas, com úmeros de comprimento igual, apoiando as patas dentro da projeção vertical do corpo. Cotovelos bem ajustados.

TRONCO:
balanceado e curto, peito profundo. Costelas bem arqueadas. Linha superior de nível.

POSTERIORES:
lombo e membros fortes e musculosos, pernas bem constituídas e joelhos bem angulados. Jarretes bem curtos visto por trás, retos e corretamente direcionados para frente. Jarretes de vaca são altamente indesejáveis.

PATAS: redondas, como as do gato.

CAUDA:
inserida e portada no nível do dorso, alcançando o nível dos jarretes, sem enroscar na ponta.

MOVIMENTAÇÃO:
poderosa, com boa propulsão e os membros anteriores trabalhando, com os posteriores, em planos paralelos. Andadura de passos largos e livres, sem indício de movimentação com ação elevada nos anteriores (hackney).

PELAGEM:
dupla, reta ou ondulada, bem cheia e densa. Subpêlos resistentes à água.

COR:
qualquer tonalidade de dourado ou creme, nem vermelho nem mogno. Alguns fios de pêlo branco são permitidos, somente no antepeito.

TALHE:
altura na cernelha, para machos, de 56 a 61 cm e, para fêmeas, de 51 a 56 cm.

FALTAS:
qualquer desvio, dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

NOTA:
os machos devem apresentar os dois testículos normais, bem acomodados na bolsa escrotal.