| RAÇAS |
|
|
|
Bichon Frisé UM ALEGRE, AMOROSO E EXÓTICO CÃO DE COMPANHIA Alegre, amoroso, brincalhão, o Bichon Frisè nunca foi na vida outra coisa que não companhia. Conheça mais sobre este cão todo branco, de pelagem encaracolada, preferido por anos pela nobreza européia.
O Bichon Frisè é uma das variedades da raça Bichon, que compreende o Maltês, o Bolonhês e o Havanês. As diferenças entre elas foram surgindo com o passar dos anos de acordo com os diversos lugares onde foram criados. Acredita-se que o Barbet ou Water Spaniel tenha sido seu ancestral, daí seu nome Barbichon, mais tarde reduzido para Bichon. A raça foi durante toda sua história um cão de companhia. Nunca serviu para caça ou guarda, porque o maior traço de sua personalidade é a doçura e sensibilidade. Surgiu na Europa por volta do século XII, o Bichon era, a princípio, muito paparicado pela nobreza, principalmente da Espanha e França. Neste país, na corte de Henrique III eram mimados, perfumados e enfeitados, a tal ponto de terem originado o verbo bichonner, que em francês significa embelezar. Sua origem nobre foi registrada nas telas do pintor espanhol Goya. Mas o destino reservaria dias menos venturosos para este cãozinho branco de pêlo encaracolado. Foi perdendo a tal ponto seu prestígio que em fins do século XIX era visto nas ruas com pedintes, ou nos circos. Somente neste último século é que teve sua reabilitação. O acréscimo Frise (em francês encaracolado) foi sugerido por Mme. Denise Nizet de Leemans em 1934, um ano após a adaptação de seu padrão oficial. Atualmente os maiores criadores da raça são os EUA, a França e a Bélgica. Conheça, agora, as características que mais se destacam nesta raça. COMPANHEIRO O Bichon Frisè é um cão amoroso e muito apegado a seu dono. Na opinião de Célia Titto, de São Paulo, SP, que tem dois machos da raça, "o Bichon é um cão participante, que exige atenção do dono. Se resolvo trabalhar em casa ou pego no telefone e fico algum tempo conversando com alguém, eles ficam em volta chorando para que eu lhes dê carinho. Sou uma pessoa muito ocupada, mas procuro sempre estar com meus cães. Levo-os para passear e quando chego em casa é aquela festa. Eles cavam o meu pé (azar das minhas meias finas), levam meu sapato e escondem. Acham que levando meu sapato vão impedir que eu saia de casa! O Bichon não é aquele cachorrinho que você passa a mão e já está satisfeito com o carinho. Ele exige muito agrado". A criadora Rosely Nogueira Bullau, do Canil Rose Et Lys, também de São Paulo, SP, tem uma cadela de quatro anos que a acompanha todos os dias até o Pet Shop que possui e, segundo Rosely, fica bem comportada na loja. A juíza de 1º, 2°, 4º, 5º e 6º grupos, Sônia Enlermann, proprietária do Canil S.E. Kennel, no Rio de Janeiro, RJ, e tida como introdutora da raça no Brasil, considera o Bichon Frise um cão de companhia sossegado. "Tenho dois Bichons, e se estou sentada no sofá da sala, os cães ficam tranqüilos ao meu lado. Adoram fazer festa para o dono e não param enquanto não recebem atenção. Meus cães são quietos e eu os levo comigo em muitas ocasiões. Eles são muito dependentes do dono". ALEGRE E BRINCALHÃO Célia Titto diz que para se ter um Bichon Frisè é preciso gostar de alvoroço, de alegria e de agitação. "Quando conheci a raça, vi um cão adulto e pensei que era um filhote. O Bichon é um filhote durante toda a vida. Está sempre xeretando alguma coisa. Tenho um cão de 5 anos que continua correndo pela casa com uma bolinha na boca. Se alguém chega em casa, ele quer cheirar a pessoa. Se abro a janela, quer ver o que tem lá fora. Quando chego em casa com algum pacote, ele entra nele para ver o que há dentro. E entra também dentro dos armários". Rosely Bullau concorda. Ela também tem uma cadela de 4 anos que continua brincalhona VOLUNTARIOSO Célia considera o Bichon voluntarioso, ou seja, só faz aquilo que quer. "Se a comida não agrada, não adianta insistir. Você pode ir levando o pratinho em direção a eles, que eles vão dando passinhos para trás. Tenho um que não aceita colocar roupinhas de forma alguma. E não adianta insistir". OLHAR EXPRESSIVO"O olhar do Bichon é típico", diz Marília Castro, criadora da raça há 8 anos. Sônia Ehlermann acredita que "por ser um cão de companhia, o Bichon se comunica com o dono pelo olhar, que é muito expressivo. Não é preciso dizer que ele vai sair com seu dono. Basta olhar para ele e já entende". GOSTA DE TODAS AS PESSOASO Bichon é um cão calmo e amoroso que convive bem com os de casa e os de fora. "Superdado. É aquele cão que vai com todo mundo", diz Célia Titto, que costuma fazer recepções em casa. "A primeira pessoa que chega em casa diz: "Nossa, como ele me adora" e a vigésima pessoa diz a mesma coisa. Além disso, não é um cão nervoso. E late somente quando ouve alguma coisa muito misteriosa vinda da rua". ACEITA TODOS OS ANIMAISTodos concordam que o Bichon Frisè seja uma raça que convive muito bem com qualquer animal. "Os meus, se vêem um pombinho ou um gato, ficam abanando o rabinho, querendo brincar. E não se irritam com a presença de outros cães. O cão pode até rosnar para eles, mas os Bichons não aceitam a provocação", diz Célia. Rosely diz que apesar de 4 anos convive muito bem com uma Bouvier de Flandres (cão de utilidade de grande porte). ÓTIMO PARA VIVER EM APARTAMENTOO Bichon Frisè tem qualidades que o tornam ideal para morar num apartamento. Late pouco, é calmo, mesmo sendo brincalhão e não exala nenhum cheiro. "Não tem cheiro mesmo", afirma Célia. "Posso dar banho tranqüilamente de 15 em 15 dias que os cães estão sempre limpinhos". APRENDE COM FACILIDADEEm outros países, como França e Bélgica, o Bichon ainda é utilizado em números de acrobacias circenses. Rosely Bullau conta que alguns de seus clientes dizem que ensinam truques aos cães, como pegar a coleira na hora de ir passear, e eles aprendem com facilidade. CUIDADOS ESPECÍFICOS COM A RAÇAO Bichon Frisè é uma raça resistente que, desde que receba cuidados de alimentação (nada de doces, alimentos condimentados); carne, arroz e legumes, pequenas porções de frutas não cítricas; esteja com as vacinas em dia; e tome um banho semanal ou quinzenal, não terá problemas de saúde. Segundo a esteticista Renata Drummond, da Dog Center, em São Paulo, SP, a escovação ideal da raça é diária, mas pode ser feita duas a três vezes por semana. Apesar do pêlo do Bichon ser áspero é, segundo ela, delicado, e por isso a escova ideal é a de pinos, devendo-se estica-lo com uma rasqueadeira para ficar mais bonito. Após o banho, o cão deve ser seco com secador, pegando-se camadas de pêlo e secando-as da raiz a ponta. Para evitar que a pelagem se suje e fique mais encaracolada pode-se manter papelotes nas barbas do cão. O papelote é feito pegando-se um tufo de pêlo que é enrolado num plástico, depois dobrado e preso com um elástico. A tosa, segundo Renata Drummond, deve ser feita à tesoura. A cabeça fica redonda, sem divisão do topete para o focinho. Ele é todo arredondado, como um "girassol". O corpo, olhado de cima forma um oito com a cabeça. Visto de trás, tem a forma de uma ferradura invertida. As patas formam tubinhos redondos e paralelos. Renata adverte que o bonito no Bichon é a cabeça bem redonda. PADRÃO OFICIALCBKC nº 215, de 1/5/1994. Nome no país de origem:
Bichon à Poil frisé. Crânio – Plano ao toque, embora pareça arqueado, por causa da pelagem. Nariz – Arredondado, bem preto, de textura fina e brilhante. Lábios – Finos, bem secos, cobrindo o lábio inferior o suficiente, mas nunca pesados ou pendentes. Normalmente pigmentados de preto, até as comissuras labiais. O lábio inferior é moderadamente leve, sem ser aparente, firme, ocultando a mucosa com a boca fechada. Mordedura – Em tesoura, isto é, na oclusão, os incisivos da mandíbula devem tocar a face interna dos incisivos da maxila. Focinho - De largura e
rusticidade moderada, sem ser pesado nem pontudo. As bochechas são secas e a
musculatura moderada. PESCOÇO: bem longo aproximadamente, 1/3 do comprimento do tronco (11:33 cm para um exemplar de 27 cm de altura na cernelha), de porte alto e orgulhoso. De seção redonda, junto ao crânio, alargando-se, gradualmente, para engastar, harmoniosamente, nos ombros. OMBRO: bem inclinado,
não proeminente, parecendo Ter comprimento igual ao do braço, em torno de 10 cm. PEITO: bem desenvolvido, esterno pronunciado, costelas flutuantes arredondadas terminando suavemente. Bem profundo. VENTRE: bem recolhido, pele fina e não solta, dando aparência esgalgada. LOMBO: largo, bem musculado e ligeiramente arqueado. GARUPA: ligeiramente arredondada, com a raiz da cauda inserida pouco mais abaixo da linha superior do que nos Poodles. POSTERIORES: coxas
largas e bem musculadas; bem angulados, com o jarrete mais angulado. PIGMENTAÇÂO: da pele,
preferivelmente escura. Os órgãos sexuais também são pigmentados em preto,
azulado ou bege. PELAGEM: fina, sedosa, ondulada, bem solta, nem lisa, nem encordoada, com o comprimento dos pêlos variando entre 7 e 10 cm. TOSA: deve apresentar-se com a pelagem das patas e do focinho levemente aparadas. ALTURA: máxima na cernelha é de 30 cm. O tamanho é elemento de valorização, a favor dos exemplares menores. FALTAS: pigmentação invadindo a pelagem, formando manchas rosadas. Pelagem lisa, ondulada, encordoada ou muito curta. Ligeiro prognatismo superior ou inferior. DESQUALIFICAÇÕES: 1- Prognatismo inferior ou superior, quando os incisivos não se tocam; 2- Trufa rosa; 3- Lábios cor de carne; 4- Olhos claros; 5- Cauda enrolada ou torcida em hélice; 6- Manchas pretas na pelagem. NOTA: os machos devem apresentar os dois testículos visivelmente normais, bem acomodados na bolsa escrotal. |